Rimas
- Mathilde Ferreira Neves

- 28 de jun. de 2022
- 1 min de leitura
Atualizado: 2 de jul. de 2022
Quando lia poesia, os versos precipitavam-se uns nos outros. Era incapaz de captar-lhes um sentido, um ritmo, um eco. As palavras embrulhavam-se em abismo e ensurdeciam-na. A disposição espacial (em lâmina) e a cadência temporal (em limbo) transtornavam-na deveras. À conta dessa vertigem, sonhava amiúde que assassinava poetas. Sem saber, era lírica.







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