Confissões sombrias
- Mathilde Ferreira Neves

- 17 de mar. de 2022
- 1 min de leitura
Atualizado: 8 de jun. de 2022
Olho em redor e nem me surpreendo com o vazio.
Bate-me com força a veemência da minha solidão.
Construí-a, a vida inteira, como se fosse uma armadilha para os mais diversos medos e traumas.
Estamos no fim do Inverno.
Preparo uma infusão de equinácea e tomilho.
Pego na chávena fumegante e sento-me na marquise.
É aí que temos a roupa estendida, e a roupa assim, suspensa, faz-me alguma companhia.
Enquanto contemplo o vazio, a infusão aquieta-me a garganta cheia de espinhos.
Estão esfarrapadas, as palavras.







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