Luzindo das entranhas
- Mathilde Ferreira Neves

- 21 de jun. de 2022
- 1 min de leitura
Acreditava profundamente numa espécie de espelho que as noites iam esmigalhando dentro dela. De tal maneira que todas as suas palavras e gestos eram uma refracção dessa crença. Um dia, ao despir-se, percebeu que os pedacinhos de espelho luziam-lhe na pele e foi então que resolveu permanecer nua. Juntou-se às árvores e não disse mais nada. Morreu de frio, luzindo das entranhas.




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